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Nota ao Público PDF Imprimir E-mail
Ter, 02 de Agosto de 2016 17:22

IMG 8982A Associação dos Delegados de Polícia do Amapá – ADEPOL-AP - vem a público DENUNCIAR as precaríssimas condições de trabalho na principal Delegacia de Atendimento à Mulher do Estado do Amapá. São deploráveis circunstâncias que ao mesmo tempo atentam contra a dignidade humana, rasgam a Constituição Federal e atiram na lama pactos internacionais celebrados pelo País para defesa da mulher!

IMG 8981As viaturas estão sucateadas e com pneus em estado vergonhoso de uso, os quais além de representarem perigo iminente para a vida dos próprios policiais, vítimas e presos, além dos transeuntes em geral, eis que de tão desgastados, com arames à mostra, podem estourar a qualquer momento, provocando acidentes que podem ser fatais, ainda constituem infração administrativa grave, com pena de multa e retenção do veículo, enumerada no artigo 230, XVIII, da Lei 9.503/1997, o CTB.

IMG 8989IMG 8984O prédio está repleto de infiltrações, com a fiação elétrica visivelmente comprometida, apresentando inúmeros buracos em seu forro. O piso, de péssima qualidade, está totalmente corroído pelo uso, além das paredes estarem sujas e do mato encontrar-se alto, o que contribui para uma invasão cotidiana de milhares de insetos (carapanãs) naquele ambiente, numa demonstração nítida de descaso e abandono, que causa constrangimento e vergonha no atendimento diário que se faz a centenas de pessoas que recorrem àquele serviço público essencial.

As condições da mobília não fogem à regra ultrajante dos demais itens. São armários velhos e insuficientes, móveis em visível estado de decomposição, mal planejados, que não se prestam para acomodar os inúmeros inquéritos, TCs e diversos documentos correspondentes de uma unidade policial com o mínimo de decência! Nos fundos da DCCM de Macapá há um parquinho infantil que deveria abrigar provisoriamente as crianças filhas das vítimas, o qual está tomado de mato e sujeira, com seus brinquedos absolutamente imprestáveis, além de uma caixa de água com sua estrutura física ameaçada de cair a qualquer momento!

IMG 8990IMG 8983IMG 8986Esse é o retrato fiel do descaso e abandono, da política de sucateamento perene e desmonte contínuo aos quais tem sido submetida a Polícia Civil do Amapá, em especial uma Delegacia tão importante para a comunidade do nosso estado, notadamente o público feminino. É uma situação humilhante, indecorosa, indigna, ultrajante, que reflete de maneira límpida a distorcida política de prioridades das autoridades locais!

Saliento, por questão de justiça, que nenhuma responsabilidade por esse quadro, de miséria e desolação, tem a atual Delegada Geral de Polícia Civil, antes, é também uma vítima da insana e irresponsável política de segurança pública deliberadamente destinada à Polícia Judiciária Civil, a qual destina orçamento miserável para as inúmeras necessidades da Força Policial. Esmola, para esse recurso, seria um eufemismo!

Por fim, não esperamos das autoridades com poder de decisão nenhuma reação, sensibilidade ou atitude, pois nada se espera de onde nada pode vir. A publicação deste manifesto é direcionada para o povo, para a sociedade, para as entidades estaduais, nacionais e internacionais de proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar, as quais são as mais afetadas, pois após tanto martírio e sofrimento, dor e angústia, terem sido espancadas, humilhadas, agredidas, estupradas e mutiladas, serem atendidas em AMBIENTE FÍSICO tão indecoroso, pois a vontade de Delegados, Escrivães e Agentes em servir a estas pessoas faz superar esse oceano de desvirtudes.              

Macapá, AP, 1 de agosto de 2016.

Delegado SÁVIO PINTO – Presidente