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NOTA DE REPÚDIO PDF Imprimir E-mail
Dom, 27 de Setembro de 2015 17:01

A Associação dos Delegados da Polícia Civil do Estado do Amapá vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às infelizes declarações proferidas pela senhora SUELI PEREIRA PINI, Desembargadora Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, por ocasião do lançamento das audiências de custódia, evento de repercussão nacional protagonizado pelo Corte Judiciária Tucuju.

Sem mencionar nomes, sem indicar datas, sem mostrar detalhes a respeito de suas gravíssimas afirmações, diz ter vivenciado um episódio de provável envolvimento de um Delegado em um ato de tortura e quando assim se reportou, não temos dúvida, atingiu a TODA a categoria de Delegados do Amapá e até mesmo do Brasil, respeitáveis pais e mães de família que, mesmo diante das imensas dificuldades laborais diariamente vivenciadas, nem de longe suportadas num só dia de sua vida de trabalho como magistrada (pela própria autora das declarações), jamais desrespeitaram os direitos fundamentais dos custodiados torturando-os ou praticando qualquer abuso.

Atos e palavras irrefletidas como as ora reprovadas e rechaçadas por todos nós, Delegados do Amapá, constituem colossal desserviço para toda a sociedade, pois além de partir de quem justamente deveria VANGUARDEIRAMENTE velar pela harmonia entre as instituições, jogam propositalmente na vala comum dos excessos, abusos e perversões policiais que, sabemos nós, existem, profissionais que nas sábias palavras do Ministro do STF CELSO DE MELO: “É O PRIMEIRO GARANTIDOR DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO PRESOS”!

Mas essas inoportunas declarações não irão por em cheque a sadia relação, construída ao longo de anos, dos Delegados com a esmagadora maioria dos igualmente respeitáveis Magistrados amapaenses. Pelo contrário! Paralelo a isso, é absolutamente oportuno trazer ao conhecimento de toda a sociedade civil do Amapá que ao revés do que disse sua Excelência, a Associação dos Delegados amapaenses parte na frente e numa iniciativa digna, esta sim, de menção na fala da nobre Juíza, solicitou formalmente à mesma Desembargadora que viabilize uma ferramenta digital no ato judicial das AUDIENCIAS DE CUSTÓDIA que nos permita, com clareza e transparência, saber estatística e realmente QUEM TORTURA, QUAL POLICIAL E DE QUAL INSTITUIÇÃO! Tenhamos coragem para fazer isso!

Por derradeiro, exortamos as comissões de direitos humanos da OAB, da Assembleia Legislativa, a Pastoral Carcerária da Igreja Católica e todas as ONGs de direitos humanos do Amapá a fazer essa cobrança junto conosco, para que possamos construir uma sociedade mais justa e solidária, com instituições mais republicanas e menos monárquicas, que sirvam mais ao povo e menos a castas!

Associação dos Delegados de Polícia Civil do Amapá - ADEPOL-AP

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