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Delegados detalham retrocesso na Polícia Civil PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qua, 24 de Setembro de 2014 00:00

A Associação dos Delegados de Polícia do Amapá (Adepol) cumpriu o que havia prometido na segunda-feira (22), ao declarar que mais de 60 delegados pediriam a exoneração de cargos comissionados de delegacias de polícia, entre eles titulares de delegacias especializadas e titulares de coordenação de Ciosp.

 

 

Na manhã de terça-feira (23), cerca de 20 delegados vestidos de camisa preta com as frases “Delegados de Luto” e “Polícia Civil em Retrocesso”, protocolaram um documento com 67 assinaturas de delegados pedindo exoneração e/ou mostrando apoio a mobilização da Adepol.  Esse documento foi protocolado na Delegacia Geral da Polícia Civil, Palácio do Setentrião e na Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

 

 

 

Para o vice representante da Adepol, delegado Rogério Campos, essa é uma resposta à forma desrespeitosa de como a categoria vem sendo tratada ao longo desses 3 anos e 8 meses. “Tentamos o diálogo de várias formas. Nós tomamos poucas medidas que não surtiram efeito, não houve diálogo e sequer fomos recebidos. Não podemos mais participar da Polícia Civil se somos tratados dessa forma”, expressou.

 

Segundo a Adepol, há 85 delegados em atividade na Polícia Civil, destes 67 delegados aderiram à mobilização e entregaram seus cargos e os que não têm cargos se prontificaram a não assumi-los. Esse quantitativo representa 80% de adesão de delegados da Polícia Civil insatisfeitos com a desvalorização da categoria e sucateamento das delegacias. Em julho, uma carta aberta à população da Adepol contou que até papel e combustível os servidores já compraram para poder trabalhar. “A Polícia Civil foi o único órgão de polícia que teve seu quadro reduzido. O IAPEN, Bombeiros, Politec e a Polícia Militar aumentaram seu efetivo. Nossa primeira reinvindicação é ser ouvido, ser recebido. Tentamos mostrar aos gestores as mazelas da Polícia Civil internamente, apontando os erros e mostrando soluções, mas nada foi feito. Só temos um Ciosp funcionando. Os problemas da polícia civil são visíveis, basta o cidadão entrar em uma delegacia”, avaliou Campos.

 

Não haverá greve

A Adepol afirmou que esta mobilização não resultará em greve. Os delegados continuarão trabalhando normalmente, mas sem responsabilidades administrativas que muitos cargos possuíam. “A Adepol só deseja ser ouvida e contribuir com a sociedade. Esse não é o extremo, existem outras opções, mas queremos melhorias. Isso não é um movimento grevista. Eu vejo que a Polícia Civil incomoda trabalhando, e não deixando de trabalhar. Nós não vamos deixar de atender a sociedade. Esta é uma resposta interna da nossa insatisfação para o gestor”, concluiu o delegado Sávio Pinto, presidente da Adepol.

 

Sejusp e Delegacia Geral

No mesmo dia, o titular da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), delegado Nixon Kenedy, atendeu a categoria, mas a imprensa não pode participar da reunião. Posteriormente, o delegado geral da Polícia Civil Tito Guimarães marcou uma coletiva de imprensa às 16h para tratar sobre o pedido de exoneração em massa dos delegados civis. A equipe do Jornal do Dia aguardou o início da coletiva até às 16h40, mas o delegado geral não compareceu. Até o fechamento desta matéria, nenhum órgão da segurança pública emitiu alguma nota de esclarecimento sobre o caso.

 

Fonte: Jornal do Dia

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