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Comunidade em geral PDF

 

Comunidade em geral,

A ADEPOL-AP, apesar de não concordar com quase nada daquilo que argumenta a direção da DGPC, respeita a posição da administração da Polícia Judiciária, pois sabe que a mesma se vê obrigada a defender o Governo que a mantém nos cargos de confiança, pois infelizmente as nomeações para TODAS as titularidades de TODAS as unidades da Polícia Civil do Amapá submetem-se a critérios quase que totalmente políticos, o contrário daquilo que gostaria a classe de Delegados, e que também é justamente uma das razões de sua luta.

Oportunamente, não mais para polemizar ou criar rusgas, usa este espaço para demonstrar que algumas impropriedades, no afã de realizar essa proteção, foram cometidas por ocasião da publicação do texto defensivo da DGPC e por conseqüência da administração, o qual tenta defender o indefensável e explicar o inexplicável.

Em primeiro lugar, a r. nota afirma que a ADEPOL realizou declarações OFENSIVAS e ANTIDEMOCRÁTICAS e reforçou que a manifestação DENIGRE DE MANEIRA GERAL A IMAGEM DA POLÍCIA CIVIL. Reconhecemos que as palavras foram duras, incisivas, porém em nenhum momento ofendemos a honra de quem quer que seja. E mais. Numa DEMOCRACIA DE VERDADE, tanto as pessoas comuns, e com muito mais razão as autoridades que gerenciam os INTERESSES PÚBLICOS (sobremaneira um serviço essencial como é o da PC), devem estar preparadas para receber, resignadamente, críticas. Primeiro porque nem sempre acertam e segundo porque nem sempre o SEU ACERTO representa aquilo que anseia o usuário do serviço.

Dizer que as manifestações foram ANTIDEMOCRÁTICAS é algo ainda mais estapafúrdio. Ora, a Carta é fruto de diversas reflexões de TODA A CATEGORIA DE DELEGADOS que, cansados de buscarem POR MAIS DE TRÊS ANOS DE FORMA INSISTENTE E PACIENTE, porém silenciosa, DIÁLOGO COM A ADMINISTRAÇÃO, recebendo em troca silêncio e portas fechadas, decidiu em Assembléia Extraordinária que a Carta seria publicada. O texto foi lido e aprovado e antes que ele fosse efetivamente publicado a própria DGPC, assim como o Chefe do Executivo foram (em duas oportunidades temporais diferentes) avisados, sempre na esperança de que a ADEPOL fosse ouvida. Essa postura pode ser taxada de ANTIDEMOCRÁTICA?! Não se pode confundir comportamento subserviente (talvez o desejo de alguns) com democrático! São duas coisas bem distintas!

E outra! Qual a nota que a DGPC e o governo emitiram após o movimento (também legítimo, legal) do SIMPOL (feito numa praça pública)?! Qual nota foi emitida pelo governo e pela chefia da procuradoria nas diversas manifestações (igualmente legítimas, porém bem mais incisivas) dos procuradores?! Então só quem não pode se manifestar são os delegados!?

No anseio de se proteger, talvez a mais absurda de todas as contestações tenha sido sustentar que o texto é composto por “MENTIRAS CRIADAS PARA PREJUDICAR A IMAGEM DO GOVERNO” e que foram para “DENEGRIR DE MANEIRA GERAL A IMAGEM DA POLÍCIA CIVIL”. Ora, quais as nossas “inverdades”? De todos os números apresentados para compor o texto, o único que não foi retirado do próprio portal da transparência foram os 28 milhões dos dois contratos de publicidade da SECOM. Todo o resto se encontra no próprio portal da transparência do Poder Executivo, que é de domínio público! Se o que está contido lá é uma mentira, então fomos induzidos a erro!

E por que os 28 milhões não estão no portal da transparência?! Porque quando a SECOM do Poder Executivo tentou viabilizar, ilegalmente (segundo o TCE e a ALAP) dois contratos de publicidade com as empresas REVOLUTION e BCO, no ano de 2013, foi impedida pelo TCE e pela ALAP, informações que são de amplo conhecimento público, sendo de domínio coletivo! Todos os outros números foram extraídos, ratifique-se, do próprio Executivo. Como dito alhures, contra fatos não se argumenta. A emenda sai pior que o soneto!

Dizer que tentamos denegrir a “IMAGEM DO GOVERNO” é sustentação evasiva, argumentação simplória e estéril. Se a imagem da Polícia Civil é a imagem do próprio Governo (e é!) e não podiam ser questionados, por que na publicidade oficial do mesmo Governo do Estado do Amapá não se divulgam fotos atuais (IMAGENS) da Delegacia de Crimes Contra a Mulher de Santana, da Delegacia de Mazagão, da 6ª DP onde funcionava até poucos dias o plantão da DEIAI, da 1ª DP de Santana, do CIOSP do Congós, Novo Horizonte?! Então é ofensivo MOSTRAR mas não É OFENSIVO MANTER?! É ofensivo FALAR ou CITAR, mas não é ofensivo DEIXAR que essas chagas se expandam!? Quantas vezes a Delegacia Geral visitou essas Unidades Policiais na presença do chefe do Poder Executivo, com as comitivas oficiais, acompanhados pela imprensa, para reverter o quadro caótico no qual se encontram nossas unidades policiais?!

Quanto às coletas de recursos para comprar papel, cartucho de tinta, gasolina, fazemos um desafio aos repórteres policiais do Amapá! Visitem as nossas DPs e perguntem a Delegados, Agentes e Escrivães se isso é verdade ou “inverdade”! Peçam para que eles próprios falem. A maioria dirá a verdade, porém não poderá se identificar com medo de represálias, retaliações, tão comuns! E se fazem não é porque “QUEREM”, como dito na defesa da DGPC. Fazem, sobretudo, porque são solidários ao usuário que sofre, necessitando dos serviços da Polícia, porque são homens e mulheres de bem, porque são vencidos pelo cansaço e desânimo por uma resposta proativa (que nunca se manifesta) da administração!

Para a ADEPOL não há ofensa maior para os nossos policiais do que ter que trabalhar em lugares tão deteriorados, com ratos e insalubridade de toda ordem! Não há ofensa maior do que receber o cidadão em lugares tão indignos, em prédios tão dilacerados. Talvez o único prédio da Polícia Civil que esteja numa condição digna seja justamente este imóvel ocupado pela ADEPOL. Aliás, a insistência do Delegado Geral em dizer que a sua Associação ocupa o imóvel de forma irregular é fruto de seu desconhecimento, de sua tradicional, proposital e manifesta alienação com relação às lutas da sua própria Categoria. Mas a ADEPOL não praticará autofagia e nem estimulará o fratricídio. A ADEPOL e a maioria de seus associados sabe que governos passam e que o mais importante é o bem dos Delegados e sobretudo da Polícia Judiciária!

Macapá, AP, 7 de agosto de 2014.

ADEPOL DO AMAPÁ

 

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